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com muitos sucessos para um dia relembrar e contar ..
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Para quem diz que os alemães não têm humor, um livro a brincar com as dificuldades da língua
com exemplos prácticos de erros recorrentes dos próprios nativos da língua na utilização dos casos que regem o idioma…
- Der Dativ ist dem Genitiv sein Tod – Ein Wegweiser durch den Irrgarten der deutschen Sprache. Kiepenheuer und Witsch, Köln 2004, ISBN 3-462-03448-0 (Hörbuch: ISBN 3-89813-400-8)
- Der Dativ ist dem Genitiv sein Tod, Folge 2 – Neues aus dem Irrgarten der deutschen Sprache. Kiepenheuer und Witsch, Köln 2005, ISBN 3-462-03606-8 (Hörbuch: ISBN 3-89813-445-8)
- Der Dativ ist dem Genitiv sein Tod. Folge 3. Noch mehr aus dem Irrgarten der deutschen Sprache. Kiepenheuer und Witsch, Köln November 2006, ISBN 3-462-03742-0 (Hörbuch: ISBN 3-89813-566-7)
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Sinopse:
O Perfume é, sem dúvida, um romance estranho. Tendo como palco uma excelente reconstituição da França do século XVIII, modos e hábitos sociais, a história transporta-nos através da vida de Grenouille, um homem que nasceu diferente, viveu diferente e morreu diferente. Dotado de um olfacto extraordinário, o personagem vive numa dimensão alternativa, utilizando o nariz onde o comum dos mortais utilizaria os cinco sentidos. Mais inquietante ainda é o facto de ele próprio ser desprovido de odor corporal, o que leva a sociedade a encará-lo com um misto de indiferença e horror.”
(Levi Lúcio – http://diferencial.ist.utl.pt/edicao/23/perfume.htm)
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O CAPUCHINHO VERMELHO
“Era uma vez uma rapariga chamada Capuchinho Vermelho, que vivia com a mãe perto de um grande bosque. Um dia a mãe mandou-a levar um cesto de fruta fresca e água mineral a casa da avó – não porque tal fosse trabalho de mulher, claro, mas porque se tratava de um acto generoso que contribuía para fomentar um sentimento de comunidade. Aliás, a avó da rapariga não estava doente, encontrando-se, pelo contrário, de perfeita saúde física e mental, inteiramente capaz de cuidar de si, como adulta madura que era.
Vai daí, Capuchinho Vermelho fez-se ao caminho pelo meio do bosque com o cesto enfiado no braço. Muitos achavam aquele bosque um lugar perigoso e de mau presságio, pelo que nunca lá punham os pés. Capuchinho Vermelho tinha, porém, tal confiança na sua sexualidade a desabrochar que não se deixava intimidar por tão óbvia imagética freudiana.
No caminho para casa da avozinha, Capuchinho Vermelho encontrou um lobo, que lhe perguntou o que levava no cesto e a quem respondeu:
– São uns alimentos saudáveis para a minha avó, que é evidentemente capaz de tomar conta de si própria, como adulta madura que é.
– Sabes, minha querida, não é nada seguro para uma menina como tu andar sozinha pelo meio destes bosques! – retorquiu o lobo.
– Considero extremamente ofensiva a tua observação sexista – disse o Capuchinho Vermelho – , mas vou ignorá-la tendo em conta a tua tradicional condição de pária da sociedade, cujo trauma te levou a criar uma mundividência própria, perfeitamente válida. E agora, se me dás licença, tenho de prosseguir o meu caminho.
Capuchinho Vermelho continuou a andar, sempre pelo carreiro principal. No entanto, o lobo, cuja condição de excluído da sociedade o isentara da obediência escravizante ao raciocínio linear do tipo ocidental, conhecia um atalho para a casa da avozinha. Irrompeu pela casa dentro e comeu a senhora, procedimento inteiramento adequado a um carnívoro, como era o seu caso. A seguir. liberto das noções rígidas e tradicionalistas quanto ao que era masculino ou feminino, vestiu a camisa de dormir da avozinha e enfiou-se na sua cama.
Capuchinho Vermelho entrou na cabana e exclamou:
– Avozinha, trouxe-lhe umas coisinhas para comer, sem gordura nem sal, em homenagem ao seu papel de matriarca sábia e criadora.
Da cama, o lobo respondeu, em voz sumida:
– Chega-te cá, netinha, para eu te ver.
Capuchinho Vermelho acrescentou:
– Ah, é verdade! Já me esquecia de que a avozinha é opticamente tão limitada como um morcego. Mas avozinha, que grandes olhos tem!
– Já muito viram e muito perdoaram!
– E que grande nariz tem (em termos relativos, claro, e, de qualquer modo, atraente, à sua maneira).
– Já muito cheirou e muito perdoou, minha querida!
– E que grandes dentes tem!
Aí o lobo disse:
– Sinto-me muito feliz por ser quem sou. – E saltou para fora da cama, filando-a com as suas garras, pronto a devorá-la.
Capuchinho Vermelho gritou, não assustada com a aparente tendência do lobo para o travestismo, mas horrorizada com a invasão do seu espaço pessoal.
Os seus gritos foram ouvidos por um lenhador (ou técnico de combustível lenhoso, como preferia que lhe chamassem) que passava ali perto. Quando irrompeu pela cabana, logo se apercebeu da confusão e tentou intervir. Mal ergueu no ar o seu machado, Capuchinho Vermelho e o lobo pararam de brigar.
– Que pensa o cavalheiro que está a fazer? – perguntou Capuchinho Vermelho. O lenhador arregalou os olhos de espanto e fez menção de responder, mas nem uma palavra lhe ocorreu. – Entrar aqui como um Homem de Neanderthal , deixando que a sua arma pense por si !- exclamou ela. – Machista! Especista ! Como se atreve a presumir que mulheres e lobos sejam incapazes de resolver os seus problemas sem a ajuda de um homem?
Ao ouvir o discurso arrebatado de Capuchinho Vermelho, a avozinha saltou de dentro da boca do lobo e, agarrando no machado do lenhador, cortou-lhe a cabeça. Passado o mau bocado, Capuchinho Vermelho, a avozinha e o lobo sentiram-se unidos por uma certa comunhão de propósitos. Decidiram, por isso fundar uma família alternativa baseada no respeito mútuo e na cooperação e viveram juntos e felizes no bosque para sempre.”
por James Finn Garner
in forreta.blogs.sapo.pt/1322.html
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Little Red Riding Hood
from Politically Correct Bedtime Stories by James Finn Garner.
Copyright 1994 by James Finn Garner.
There once was a young person named Red Riding Hood who lived with her mother on the edge of a large wood. One day her mother asked her to take a basket of fresh fruit and mineral water to her grandmother’s house, not because this was women’s work, mind you, but because the deed was generous and helped engender a feeling of community. Furthermore, her grandmother was not sick, but rather was in full physical and mental health and was fully capable of taking care of herself as a mature adult.
So Red Riding Hood set off with her basket through the woods. Many people believed that the forest was a foreboding and dangerous place and never set foot in it. Red Riding Hood, however, was confident enough in her own budding sexuality that such obvious Freudian imagery did not intimidate her.
On the way to Grandma’s house, Red Riding Hood was accosted by a wolf who asked her what was in her basket. She replied, “Some healthful snacks for my grandmother, who is certainly capable of taking care of herself as a mature adult.”
The wolf said, “You know, my dear, it isn’t safe for a little girl to walk through these woods alone.”
Red Riding Hood said, “I find your sexist remark offensive in the extreme, but I will ignore it because of your traditional status as an outcast from society, the stress of which has caused you to develop your own, entirely valid, worldview. Now, if you’ll excuse me, I must be on my way.”
Red Riding Hood walked on along the main path. But, because his status outside society had freed him from slavish adherence to linear, Western-style thought, the wolf knew a quicker route to Grandma’s house. He burst into the house and ate Grandma, an entirely valid course of action for a carnivore such as himself. Then, unhampered by rigid, traditionalist notions of what was masculine or feminine, he put on Grandma’s nightclothes and crawled into bed.
Red Riding Hood entered the cottage and said, “Grandma, I have brought you some fat free, sodium-free snacks to salute you in your role of a wise and nurturing matriarch.”
From the bed, the wolf said softly, “Come closer, child, so that I might see you.”
Red Riding Hood said, “Oh, I forgot you are as optically challenged as a bat. Grandma, what big eyes you have!”
“They have seen much, and forgiven much, my dear.”
“Grandma, what a big nose you have, only relatively, of course, and certainly attractive in its own way.”
“It has smelled much, and forgiven much, my dear.”
“Grandma, what big teeth you have!”
The wolf said, “I am happy with who I am and what I am,” and leaped out of bed. He grabbed Red Riding Hood in his claws, intent on devouring her. Red Riding Hood screamed, not out of alarm at the wolf’s apparent tendency toward crossdressing, but because of his wilful invasion of her personal space.
Her screams were heard by a passing woodchopper-person (or log-fuel technician, as he preferred to be called). When he burst into the cottage, he saw the melee and tried to intervene. But as he raised his axe, Red Riding Hood and the wolf both stopped.
“And just what do you think you’re doing?” asked Red Riding Hood.
The woodchopper-person blinked and tried to answer, but no words came to him.
“Bursting in here like a Neanderthal, trusting your weapon to do your thinking for you!” she exclaimed. “Sexist! Speciesist! How dare you assume that women and wolves can’t solve their own problems without a man’s help!”
When she heard Red Riding Hood’s impassioned speech, Grandma jumped out of the wolf’s mouth, seized the woodchopper-person’s axe, and cut his head off. After this ordeal, Red Riding Hood, Grandma, and the wolf felt a certain commonality of purpose. They decided to set up an alternative household based on mutual respect and cooperation, and they lived together in the woods happily ever after.
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Autor: HOUAISS, ANTONIO
Editora: OBJETIVA
Assunto: DICIONÁRIOS MONOLÍNGUES
Preço R$ 250,oo
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Livro: Sua Majestade, o Intérprete
Autor: MAGALHAES JR, EWANDRO
Editora: PARABOLA
Assunto: LINGUÍSTICA
Sinopse:
O Fascinante Mundo Da Tradução Simultânea
Escrito pelo tradutor e intérprete Ewandro Magalhães, este livro trata de vários aspectos da profissão. O autor conta histórias e desafios enfrentados, dá dicas àqueles que pretendem ingressar na actividade, além de oferecer informações históricas sobre suas origens.
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